Os Ciclomáticos e Companhia Atores de Laura em Leitura Dramatizada na ABL
Rio de Janeiro - Quarta-feira 7 de dezembro de 1904
O Mambembe
GAZETA TEATRAL
de Artur Azevedo
Burleta em três atos e doze
quadros - Música de Assis Pacheco.
Representada pela primeira vez no Teatro Apolo,
do Rio de Janeiro, no dia 7 de dezembro de 1904
e reprisada no Teatro Municipal, no dia12 de
novembro de 1959 e, em seguida, no Teatro
Copacabana, durante cinco meses consecutivos.
Artur Azevedo 1868, havia na esquina da rua do Espirito Santo, hoje Pedro I, com Praça Tiradentes, o elegante Hotel Richelieu, com orquestra na sala de refeições e colocado em meio de belo jardim. Seu proprietário, Mr. Richard, resolveu transformá-lo em casa de espetáculos inaugurando em 1872 o Teatro Cassino Franco-Brésilien. Uma empresa teatral dirigida pelo ator Souza Martins, dominou ali a cena, com sucessos como as paródias “A Baronesa de Caiapó, “O Cardápio”, “Castro na Roça”, com música de Offenbach. Em 1880, o teatro mudou de dono e nome. O novo proprietário, Sr. Pedro Amorim, passou a chamá-lo de Teatro Sant’Anna em homenagem à sua esposa. Algumas temporadas firmaram época: “Bocácio”, com ose Méryss; “D. Juanita” e “A Donzela Teodora”, de Artur Azevedo; “O Amor Molhado”; as revistas “Cocota” de Artur e Moreira Sampaio e “Dona Sebastiana, ou ainda “Georgette”, com Lucinda Simões. Em 1904, após a morte do seu proprietário, Pascoal Segreto comprou e rebatizou o teatro com o novo nome: Teatro Carlos Gomes. RPelo seu palco passaram os maiores nomes da cena no país, como Salvini, Eduardo Brasão, Palmira Bastos, Novelli, João Villaret, Procópio Ferreira, que ali estreou
como ator, Irene Isidro, Brandão, Leopoldo Fróes, Itália Fausta, Bibi Ferreira e o seu êxito”My Fair Lady”, Dulcina, Mara, Dercy Gonçalves com “LRS - Liga de Repúdio ao Sexo”, Virgínia Lane com o espetáculo “Vedete do Brasil”.Em 1929, o teatro incendiou-se pela primeira vez, só reabrindo em 1932, com o transformista Fatima Miris. Outro incêndio, em 1950, surpreendeu a Cia. de Revistas de Bibi Ferreira. Do velho e tradicional teatro, com seu jardim tão agradável no verão e sua grande sala de espera, nada
restou. Em 1960 um novo incêndio destruiu o palco, o camarim de Virgínia Lane, o porão. A cada incêndio, o edifício acompanhava o desenvolvimento arquitetônico da cidade, mas sempre preservando a existência de um teatro no local. Um ano depois o Carlos Gomes reabre com Dercy Gonçalves, palco maior, poltronas novas e instalações elétricas modernas. Em 1963 a classe teatral movimenta-se contra a tentativa de transformar o teatro em cinema. O sucesso impediu o cinema, mas não o abandono do espaço, alugado para shows de MPB na década de 70. Em 1988, custoso para seus donos e abandonado, é colocado à venda. A Prefeitura do Rio de Janeiro então, compra o local, realizando uma grande reforma, transformando-o em 1993 num dos melhores teatros da cidade.
O Theatro Municipal
construção do Theatro Municipal representou um dos símbolos do projeto republicano para a Aentão capital do Brasil. Na época, o então prefeito promoveu uma grande modernização do centro
da cidade, abrindo-se, a partir de 1903, a Avenida Central (hoje Av. Rio Branco) moldada à imagem dos boulevardes parisienses e ladeada por magníficos exemplares de arquitetura eclética. Nesse contexto realizou-se um concurso para a construção de um novo teatro, do qual saiu vitorioso o projeto do filho do prefeito (!!!), que contou com a colaboração do francês Albert Guilbert, com um desenho inspirado na Ópera de Paris, de Charles Garnier. O edifício foi construído entre 1905 e 1909 sobre um alicerce de mil e seiscentas estacas de madeira, fincadas no lençol freático. No teatro, atualmente, são apresentados majoritariamente programas de dança e de música erudita. Em seus primórdios nele se apresentavam apenas companhias e orquestras estrangeiras - especialmente as italianas e francesas - até que, em 1931, foi criada a Orquestra Sinfônica Municipal do Rio de Janeiro.
Entre as personalidades ilustres que lá se apresentaram estão: Arturo Toscanini, Sarah Bernhardt,
Bidu Sayão, Eliane Coelho, Heitor Villa-Lobos, Igor Stravinsky, Paul Hindemith e Alexander Brailowsky, entre outras. Hoje a casa abriga a Orquestra Petrobras e a Orquestra Sinfônica Brasileira. Teatro Santana hoje, dá lugar ao Teatro Carlos Gomes, que nem sempre se chamou assim. Sua existência envolve um pouco da própria história do teatro no Brasil.
CAPITÃO IRINEU - Marcio Fonseca - ATORES DE LAURA
CORONEL PANTALEÃO - Paulo Hamilton - ATORES DE LAURA
BONIFÁCIO ARRUDA - Marcio Fonseca - ATORES DE LAURA
DONA BERTOLESA - Verônica Reis - ATORES DE LAURA
CARREIRO -Julio César Ferreira - OS CICLOMÁTICOS
CORONEL CHICO INÁCIO - Renato Neves - OS CICLOMÁTICOS
COUTINHO -Marcus Müller - OS CICLOMÁTICOS
VIEIRA - Leandro Castilho - ATORES DE LAURA
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